terça-feira, 6 de setembro de 2016
Já faz muito tempo que não escrevo aqui... um (quase) diário esquecido numa caixa (totalmente escondida) no fundo do armário, que encontrei depois de uma vida. Tanta coisa aconteceu que nem me dei conta que "escrevinhava" sempre. E cá estou eu para re-elaborar minha maternidade na maturidade. Acho que já disse alhures que fui mãe aos 22 , aos 27 e aos 28 anos. Não era tão menina, mas imatura o suficiente para achar que criar filhas para o mundo seria uma obrigação moral/científica e política (sim, uma sociologia da vida familiar). O mundo gira... a caravana passa... os cães ladram... as crianças crescem e chegou o dia em que percebi que sou mais tempo mãe do não mãe. E sendo tanto e tao mãe me dei conta que não sei lidar tão bem com a independência de minhas crias, que já nem são minhas... Cada uma, do seu jeito, foi construindo uma história... fazendo escolhas e traçando caminhos, mas e daí chegou o dia em que caçula decide construir seu ninho... sair voando (e rápido) para outros mundo. Racionalmente (sentada à mesa da copa as 02h27m não é nada racional, não é?) construo o discurso do empoderamento e tals... mas na vida real estou muito... muito desmontada. Um falta, que nem é real, mas que cresce pela sua possibilidade.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Stand by
Alguns dias para:
1) re-organizar a vida...
2) terminar a tese...
3) voltar a caminhar
4) estabelecer métodos disciplinares
5) arrumar as cortinas
6) aprender a economizar
As crias vão partir para o primeiro vôo sem minha guarda. Tudo ao mesmo tempo, agora!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Carta a D.
Ontem, li o livro de André Gorz. Confesso que fiquei entre o encantamento e a esperança. Um daqueles textos, que é marcado por uma intensidade, e mexe às visceras. A casa não era o mais importante nesta história de amor, mas revala-se fundamental na concretização do projeto comum... O viver num determinado local, remete às sociabilidades possíveis e também onde re-criamos-continuamente. Num determinado momento ele diz: "Até então, havíamos vivido na pobreza, mas não na feiúra. Descobrimos que se é mais pobre na Rue de Santi- Maur do que em Saint-Germain-des-Prés, mesmo ganhando mais." Ou ainda, quando diz que depois da visita a Harvard, influenciado por Illich que "legitimava nossa necessidade de expandir nosso espaço de autonomia, não de pensá-lo com necessidade privada. Provavelmente ele desempenhou um papel no nosso projeto de construir uma casa de verdade". (GORZ, 2008)
sábado, 14 de junho de 2008
Mão de gancho!
Adoro me meter a fazer as coisas, mas nem sempre tudo sai certinho. Hoje, precisei trocar uma tomada e decidi pelo "faça você mesmo". Não fazia idéia do que acontecia naquele circuito, a única coisa que fiz, foi desligar a caixa geral e tirar todas as tomadas para ver como fazer. Obviamente, não eram compatíveis. Determinada a instalar a tomada, apelei para o google e encontrei dois lugares bacaninhas. Cheio de dicas, explicações claras e precisas e, o mais legal de tudo - com fotinhos!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Conversando com Laurinha
A Laurinha tem um blog -super massa, como dizem minhas crias. E numa consulta informal, acerca dos livros, ela passou umas dicas super legais, acessíveis e criativas. Depois de ler o post que ela, delicadamente respondeu (e com uma rapidez -invejável), me lembrei de um que não sai da minha cabeceira: "Biblioteca à noite" do Alberto Manguel que foi publicado pela companhia das letras em 2006. Eu, particularmente, entrego-me aos seus texto. Logo no início o autor, traduz uma sensação que experimentei, desde sempre:
"As bibliotecas -as minhas ou aquelas que compartilhei com um público mais amplo de leitores- sempre me pareceram lugares agradavelmente insensatos, e, até onde consigo lembrar, sempre me seduziu a lógica labiríntica pela qual a razão (não a arte) parecia imperar sobre um conjunto cacôfonico de livros. Sinto um prazer aventuresco em me perder entre as estantes carregadas, confiando superticiosamente que alguma hierarquia de letras e números, há de me conduzir, um dia, ao destino prometido".
Eu não tenho uma biblioteca, ainda... mas na minha casa tem um "conjunto cacôfonico de livros". Embora eu tenha muito ciùmes -de todos os livros e sinta um nó nas entranhas quando os perco de vista- empresto-os (confesso que é muito raro). Para mim, cada livro tem uma história (assim como as minhas tatuagens) e deixei de comprar sapatos (que amo); fazer viagens (que sonho) e recauchutar o saphe (se tivesse coragem de levantar o seio e eliminar a panceta com um lipo).... blá...blá . Isto porque priorizei as viagens mentais, ainda que nem sempre sejam saudáveis.
Bem, depois que descobri a física quântica fiquei mais aliviada em saber que o caos é o princípio da ordem.
Quando envelhecer, vou usar púrpura
"Quando ficar velha, quero usar púrpura .Com chapéu vermelho, que não combina e fica ridículo em mim.Vou gastar o dinheiro que tenho em uísque, usarei luvas no verão, e me queixarei que falta manteiga em casa.Vou sentar-me no meio- fio quando estiver cansada, comerei todas as ofertas do supermercado, tocarei as campainhas dos vizinhos, arrastarei meu guarda-chuva nas grades da praça, e só assim me sentirei vingada por ter sido tão séria durante a juventude.Vou andar de chinelos, arrancar flores do jardim dos outros, e cuspir no chão.Vou usar roupas horríveis, engordar sem culpa, comer um quilo de salsichas no almoço, ou passar uma semana só na base do pão e picles.Vou juntar caixinhas, lápis, e rótulos de cerveja.Mas, enquanto ainda sou jovem, preciso de um tipo de roupa que me deixe seca em caso de chuva, tenho que pagar o aluguel, não posso dizer palavrão na rua, sirvo de exemplo para a infância, preciso ler jornal, estar informada, convidar meus conhecidos para jantar.Por isso, quem sabe eu deveria começar a treinar desde agora? Assim ninguém vai ficar chocado quando de repente, eu ficar velha e começar a usar púrpura." (Jenny Joseph)
Isso serviu como um lembrete de meu papel no descaso venenoso, mas predominante, com que a maioria dos seres humanos contempla seus semelhantes, ignorando suas cronologias e seus períodos mais tenros, suas cartas, seus diários, os locais de juventude e maturidade, seu banco escolar e suas festas de casamento.(Alan de Botton)
Epígrafe(s)
Pois que toda literatura é uma longa carta a um interlocutor invisível, presente, possível ou futura paixão que liquidamos, alimentamos ou procuramos. E já foi dito que não interessa tanto o objecto, apenas pretexto, mas antes a paixão: e eu acrescento que não interessa tanto a paixão, apenas pretexto, mas antes o seu exercício" (BARRENO, Horta e Da costa)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Dia de faxina
Hoje é dia de faxina, pois a faxineira veio ontem e tirou os livros do lugar... Finalmente, chegará a máquina de lavar roupas, pois minha convicção em proteger o planeta -esvaiu-se- depois de perceber que gasto muitos litros de água, tentando acertar nas lavagens. Ainda não sinto falta do micro-ondas, pois reaprendi a fazer pipocas na panela. Não perdi o humor depois que aboli a máquina de lavar pratos, embora ainda creia que agua fervente é fundamental. Tenho usado vinagre e limão para a limpeza e funciona, sim! Contudo, sou louquinha pelo "lisoforme" (e não ganho jabá, não)...
Montei meus quadrinhos de chita, mas ainda nao os preguei na parede... já bati os tapetes e abri todas as janelas.
Embora esteja muito frio o dia está lindo! A cidade está pulsando vagarosmente, um dia preguiçoso e produtivo. Adoro o cheiro do inverno nos dias de céu azul.
E abaixo, algumas dicas encontradas nos momentos de perscrutação...
Montei meus quadrinhos de chita, mas ainda nao os preguei na parede... já bati os tapetes e abri todas as janelas.
Embora esteja muito frio o dia está lindo! A cidade está pulsando vagarosmente, um dia preguiçoso e produtivo. Adoro o cheiro do inverno nos dias de céu azul.
E abaixo, algumas dicas encontradas nos momentos de perscrutação...
Depois da organização
Antes, do reparo (se não me engano, esta idéia está no flick da Nina Ivorm)
Mais uma dica simpática do A. T.sábado, 7 de junho de 2008
Sobre amigos
Como sempre, caminho aos sábados com minha amiga, que se fez presente depois de tantos- descaminhos. As voltas pelo parque, são permeadas pelas narrativas biograficas que (também) escrevemos nas nossas cozinhas. E entre frivolidades, catarses, "bobices" resignificamos nossa existência, sem nenhuma pretensão. Falamos de nós, rimos, revemos idéias e falamos dos outros, claro! Esta amiga, está sendo um grande presente que saiu dos antigos guardados e, constantemente me ajuda a racionalizar, objetivar e sistematizar a vida (em todas suas expressões).
Minha amiga está se reinventando, também. Jogou os cacos fora, limpou a dispensa, rasgou fotos, limpou os armários e, cuidadosamente, busca construir a identidade da nova casa. Super bacana a casa nova, que está sendo gerada... mas já tem cores.
Tenho pensado muito nas casas e o que as transforma em um lar. Mais uma vez, Botton (2007) traduz as minhas sensações "nosso amor pelo lar é, por sua vez, um reconhecimento do quanto nossa identidade é autodeterminada. Precisamos de um lar no sentido psicoloógico tanto quanto no físico: para compensar a vulnerabilidade. Precisamos de um refúgio para proteger nossos estados mentais, por que o mundo em grande parte se opões às nossas convicções. Precisamos que nossos quartos nos alinhem com versões desejaveis de nós mesmos e mantenham vivos nossos aspectos importantes e evanescentes".
E hoje, estou pensando na casa dela...
Minha amiga está se reinventando, também. Jogou os cacos fora, limpou a dispensa, rasgou fotos, limpou os armários e, cuidadosamente, busca construir a identidade da nova casa. Super bacana a casa nova, que está sendo gerada... mas já tem cores.
Tenho pensado muito nas casas e o que as transforma em um lar. Mais uma vez, Botton (2007) traduz as minhas sensações "nosso amor pelo lar é, por sua vez, um reconhecimento do quanto nossa identidade é autodeterminada. Precisamos de um lar no sentido psicoloógico tanto quanto no físico: para compensar a vulnerabilidade. Precisamos de um refúgio para proteger nossos estados mentais, por que o mundo em grande parte se opões às nossas convicções. Precisamos que nossos quartos nos alinhem com versões desejaveis de nós mesmos e mantenham vivos nossos aspectos importantes e evanescentes".
E hoje, estou pensando na casa dela...
By: Jessica, a graphic designer and Alex, a packaging engineer
By: Anne Faith Nicholls & Jacob Arden McClure
Idéias cooptadas no site da Marie Claire Maison, não sei se é viável na vida real. Mas é bem exibidinha esta sala, achei super!sexta-feira, 6 de junho de 2008
Entre o caos e a claridade
"Bacanices" virtuais
Adorei as dicas das latinhas de chá que estou postadas no blog,super bacana, Dcoração & Design.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
É possível

Sempre Marie Claire ideés! No blog tem todas as dicas e disponibilizam a estampa. SUPER... http://mci.blogs.marieclaireidees.com/archive/2008/02/index.html
Reaproveitando

Mini-armário de cozinha. Materiais: latas de tinta, madeira reaproveitada, e.v.a., linha de pedreiro, tinta esmalte.
Diretamente do http://ateliedolixo.blogspot.com/ de Usha Velasco
Focando
http://www.allfreecrafts.com apresenta esta disposiçãode fotos e pinturas. Que me fez pensar:"Dependemos do que está a nossa volta obliquamente para personificar os estados de espíritos e as idéias que respeitamos e, então, nos lembrar deles. [...] Colocamos ao nosso redor formas materiais que nos comunicam aquilo que precisamos interiormente - mas estamos sempre correndo o risco de esquecer." A. Botton.
Minha identidade, está nas paredes que não me deixam esquecer

.
Meu avõ, foi fotógrafo (entre outras -tantas- coisas). Algumas de suas fotos,abrigam minhas paredes.


E minha mãe, pelos olhos do seu pai!
Ainda sobre sobras
Quando começo uma mudança, reinvento meus móveis ou busco os quartos de despejo da família. Adoro coisas que trazem histórias.
E assim, começou minha nova casa, da tia Vera veio tapete arraiolo e a bancada projetada,nos anos 70, pelo meu tio (que é arquiteto). Saiu da garagem, ganhou uma boa encerada e voltou para as fotos de família.
Uma parte do estrado!
E assim, começou minha nova casa, da tia Vera veio tapete arraiolo e a bancada projetada,nos anos 70, pelo meu tio (que é arquiteto). Saiu da garagem, ganhou uma boa encerada e voltou para as fotos de família.
Uma parte do estrado!Quarto de despejo

Sempre adorei mexer com tinta, tesoura, papeis, tecidos e tudo que eu possa desmontar(ou destruir?). Nem sempre, ou na maioria das vezes, eu acerto "a mão". Quando me mudei, para este apartamento, comecei a destruição.
Faltava uma mesa de canto, para colocar as "tranqueiras" (e o porta controle remoto que minha mãe fez) que não posso abrir mão. Queria algo rústico e barato.
Numa peregrinação pelo centro da cidade, cheguei a uma rua de móveis usados. Encontrei uma mesa de pinus, que custou R$40,00. Pedi para diminuir os pés e passei betume para escurecer. A minha idéia era deixa-la rústica, com marcas do tempo. Então, uso apenas cera na manutenção. Eu particularmente, adoro!
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Bibliografia(s)
- BOTTO, A. Arquitetura de Felicidade. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
- BOTTON, A. Nos minimos detalhes. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
Alguns títulos que que me fizeram pensar...
- http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000231.pdf













